quarta-feira, 4 de janeiro de 2012



A CRISE NA GRECIA

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, enfrentava pedidos por sua renúncia dentro do próprio partido nesta terça-feira, depois de convocar um referendo sobre o acordo de ajuda externa fechado na semana passada.

Um proeminente parlamentar do Partido Socialista de Papandreou deixou o cargo, enquanto outros dois disseram que a Grécia precisa de um governo de união nacional seguido de eleições antecipadas, algo também exigido pela oposição. Os líderes de Alemanha e França lutavam para limitar os danos da crise para a zona do euro. Outros políticos europeus expressaram incredulidade com o anúncio que surpreendeu a todos, inclusive o próprio ministro das Finanças de Papandreou.

Executivos gregos expressavam desespero sobre como o país está sendo administrado e os mercados especulavam se a Itália será o próximo país a entrar na crise de dívida. Jean-Claude Juncker, que preside as reuniões de ministros das Finanças da zona do euro, não quis descartar a possibilidade de um calote grego. "O primeiro-ministro grego tomou essa decisão sem discuti-la com seus colegas europeus", disse ele em Luxemburgo. Perguntado se um "não" no referendo significaria bancarrota para a Grécia, Juncker respondeu: "Eu não posso descartar que este seria o caso, mas depende de como exatamente a questão é formulada e do que o povo grego votará sobre sobre o referendo".

Renúncias
Papandreou disse que precisava de mais apoio político para os cortes orçamentários e as reformas estruturais exigidas pelos credores internacionais. Mas seus problemas aumentaram drasticamente. Uma reunião de governo deve ser realizada nesta terça-feira. A parlamentar Milena Apostolaki deixou o cargo, reduzindo a maioria de Papandreou para apenas 152 assentos de 300 antes de um voto de confiança.

Repercussão
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, conversará com a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta terça-feira. Enquanto isso, o humor azedava na Grécia sobre a ideia de referendo. "Eles devem estar loucos. Isso não é jeito de se administrar um país", disse o executivo sênior de uma das maiores empresas da Grécia, que não quis ser identificado.

Pela zona do euro, políticos reclamavam, dizendo que Atenas está tentando estragar o pacote de resgate. Eles se preocupam menos sobre o destino da Grécia e mais sobre as possíveis consequências para a união monetária após o referendo. Um parlamentar alemão sugeriu que a zona do euro pode

deixar Atenas à deriva, cortando sua ajuda financeira e permitindo que a nação dê calote em suas dívidas enormes. "Para mim, isso faz parecer que alguém está tentando escapar do que foi combinado, uma coisa estranha a se fazer", disse Rainer Bruederle, líder na coalizão de Merkel.

Entenda
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.

A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.

Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.

Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um pouco sobre a Coreia do Norte

A Coreia do Norte (AO 1990: Coreia), oficialmente República Democrática Popular da Coreia (hangul: 조선민주주의인민공화국; transl. Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk), é um país do Leste Asiático que ocupa a metade norte da Península da Coreia. Sua capital e maior cidade é Pyongyang. A Zona Desmilitarizada da Coreia serve como uma área de divisão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. O Rio Amnok e o Rio Tumen formam a fronteira entre a Coreia do Norte e a República Popular da China. Uma seção do Rio Tumen no extremo nordeste é fronteira com a Rússia.

A Coreia do Norte é oficialmente uma república socialista, considerada por muitos seguidores do marxismo com direção do Partido Comunista.
A Guerra da Coreia foi um conflito militar ocorrido entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul com as maiores hostilidades tendo início em 25 de junho de 1950, sendo interrompida por um armistício assinado em 27 de julho de 1953. O conflito surgiu na tentativa dos dois governos coreanos de reunificar a Coreia sob seus respectivos governos, o que conduziu-os à uma guerra de grande escala com uma margem de mais de 2 milhões de civis e soldados de ambos os lados. O período imediatamente anterior à guerra foi marcado por conflitos de escalas menores no paralelo 38º N e tentativas de negociar eleições para a Coreia inteira, como um todo. Estas negociações terminaram quando as forças armadas norte-coreanas invandiram o Sul em 25 de junho de 1950. Sob a égide das Nações Unidas, as nações aliadas à ela intervieram em nome da Coreia do Sul. Após rápidos avanços em um contra-ataque sul-coreano, as forças chinesas, aliadas ao Norte, intervieram em nome da Coreia do Norte, deslocando o equilíbrio da guerra e finalmente ocasionando um armistício que aproximadamente, restaurou as fronteiras originais entre as Coreias do Norte e do Sul.
Em 2002, o presidente norte-americano George W. Bush marcou a Coreia do Norte como parte de um "eixo do mal" ( porque os EUA tem armas nucleares, mas é eixo do bemmmm... ) O contato de mais alto nível que o governo teve com os Estados Unidos foi em 2000, com a então Secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright, que fez uma visita a Pyongyang, porém os dois paises não têm relações diplomáticas formais.Em 2006, aproximadamente 37.000 soldados estadunidenses permaneceram na Coreia do Sul, embora, em junho de 2009, este número caiu para cerca de 30.000Kim Jong-il, em particular, declarou aceitar a permanência das tropas norte-americanas na península, mesmo após uma possível reunificação. Publicamente, a Coreia do Norte exige fortemente a retirada das tropas da Coreia.
Em 13 de junho de 2009, a agência de notícias notre-americana Associated Press reportou que em resposta às novas sanções das Nações Unidas, a Coreia do Norte declarou que iria avançar com seu programa de enriquecimento de urânio. Isto marcou a primeira vez que a RDPC publicamente reconheceu que estava conduzindo um programa de enriquecimento de urânio. Em agosto de 2009, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton encontrou-se com Kim Jong-il para garantir a libertação de duas jornalistas norte-americanas.

A geografia da Coreia do Norte é uma geografia não muito diversificada. O país ocupa a porção norte da península da Coreia, cobrindo uma área de 120.540 km² (46.541 sq mi). A maior parte da fronteira da Coreia do Norte é com a República Popular da China e uma pequena parte a norte com a Rússia, e a fronteira ao sul é feita com a Coreia do Sul, ao longo da Zona Desmilitarizada da Coreia. A oeste, há o Mar Amarelo e a Baía da Coreia, e ao leste, é banhada pelo Mar do Japão. O ponto mais alto da Coreia do norte é a montanha Paektu-san com 2.744 m (9.003 pés). O rio mais longo é o Rio Amnok, que flui por 790 km (491 mi).
A Coreia do Norte possui um clima continental com quatro estações distintas. Longos invernos trazem uma temperatura fria e condições meteorológicas claras intercaladas entre tempestades de neve como resultado dos invernos do norte e noroeste, soprados da Sibéria. A nevasca média é de 37 dias durante o inverno. É provável que o tempo seja particularmente rigoroso ao norte, onde há regiões montanhosas. O verão tende a ser curto, quente, úmido e chuvoso por causa das monções de inverso do sul e sudeste que trazem ar úmido do Oceano Pacífico. Tufões afetam a península em uma média de pelo menos uma vez a cada verão.[5] Primavera e Outono são estações transicionais marcadas por temperaturas amenas e trazem um clima mais agradável. Os perigos naturais incluem secas ao final da primavera, muitas vezes seguidas por graves inundações.

sábado, 15 de agosto de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Geografia da Fome", de Josué de Castro, faz 60 anos
Em 2006, o livro Geografia da Fome, de Josué de Castro, completa 60 anos de história. A publicação apresenta um dos mais profundos estudos brasileiros sobre a insegurança alimentar presente no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Aponta também que a falta de nutrientes, na comida cotidiana de tais povos, se dá por características climáticas, culturais e do solo, próprias de cada localidade, além do motivo principal: a concentração de terra na mão de poucas pessoas.O pensamento, à época do lançamento – 1946 –, era de que o fenômeno da fome era natural e impossível de ser revertido. Por isso, Josué de Castro colocou na introdução do livro: “Interesses e preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada civilização ocidental tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco aconselhável de ser abordado”.
Acervo do Projeto Memória

Josué de Castro ocupou também a presidência do Conselho da FAO
Ao quebrar este silêncio, o autor ganhou destaque internacional e suas obras traduzidas para mais de 25 países e recomendadas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Ele, inclusive, ocupou a presidência do Conselho do órgão, de 1952 a 1956, e recebeu duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz.Uma das filhas de Josué, a professora universitária Ana Maria de Castro, conta que Geografia da Fome serviu para desmistificar a crença de que o fenômeno é um mal ligado à raça. “A fome foi criada artificialmente pelo modelo adotado então. Dizia-se que o Brasil era um país de indolentes, mestiços, de gente de cor e que, por isso, a fome deveria fazer parte do dia-a-dia do brasileiro”, explica a socióloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Para desconstruir tal discurso, Josué de Castro viajou todo o Brasil, dividindo-o em cinco regiões, conforme características alimentares de cada uma: Amazônia, Nordeste açucareiro, que abrange somente o litoral, Sertão nordestino, Centro-Oeste, ao qual foi incorporado o estado de Minas Gerais e o Sul do país. Ele dedicou um capítulo de Geografia da Fome a cada uma dessas localidades e analisou o processo de colonização das áreas, de produção de alimentos e de aparecimento de doenças nos moradores.Assim, comprovou que o consumo irregular de proteínas, cálcio e ferro, em algumas regiões, e de vitaminas, iodo e cloreto de sódio em outras, não decorre de fenômenos naturais, mas da prioridade dos governantes. Para o autor, a forma de evitar tais carências nutritivas seria a distribuição de terra. “É indispensável alterar substancialmente os métodos de produção, o que só é possível reformando as estruturas rurais vigentes. Apresenta-se, deste modo, a reforma agrária como uma necessidade histórica nesta hora de transformação social que atravessamos, como um imperativo nacional”, escreveu Josué de Castro, na análise final do livro.Ele é autor de frases emblemáticas que serviram para popularizar as injustiças que o fenômeno trouxe, e ainda traz, a milhões de indivíduos do planeta Terra: "Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens”; “Metade da população brasileira não dorme porque tem fome; a outra metade não dorme porque tem medo de quem está com fome”; “Só há um tipo verdadeiro de desenvolvimento: o desenvolvimento do homem”.


Antonio Cruz/ABr

Ana de Castro, filha de Josué, discursa durante sanção da Losan
Combate à fome: do silêncio à garantia constitucionalEm meados de 1946, a fome era tratada como tabu. Josué a classificava como delicada e perigosa. Nos anos seguintes, entretanto, a temática passou a ser estudada nas escolas e universidades, conforme relata Ana Maria de Castro: “Geografia da fome marcou tanto que era um livro básico para os jovens. Todos liam”. Com o regime militar, o assunto perdeu importância e o próprio Josué de Castro teve os direitos políticos cassados. À época, o autor era o deputado federal mais votado do Nordeste.Exilou-se na capital francesa, Paris, onde ainda exerceu o ofício de professor, como o fez na então Universidade do Brasil, hoje UFRJ. Acabou morrendo longe do país de origem, em 24 de setembro de 1974, aos 65 anos de idade.
Ana Maria de Castro, filha do estudioso, conta que a bandeira do combate à fome seguiu pelas mãos do teólogo e escritor Frei Betto e do sociólogo Herbert José de Sousa, o Betinho. Porém, na visão da professora um momento separa a luta antes de Josué e a luta depois dele: a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), sancionada em setembro de 2006. “Se antigamente nem era possível falar em fome no Brasil, hoje a constituição prevê o acesso à alimentação como um direito humano”, comemora. “É o coroamento da idéia de Josué de Castro”.Mas a Losan vai além: responsabiliza o poder público pelo acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, a toda população. Em outubro de 2005, quando o anteprojeto de lei foi encaminhado ao Congresso Nacional, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, fez referência à importância do texto: “A proposta criará condições para que o combate à fome e a promoção da alimentação saudável, tornem-se compromisso permanentes do Estado Brasileiro, com participação da sociedade civil”.Era justamente a interferência dos governantes no combate à fome que Josué de Castro defendeu em sala de aula, em fóruns internacionais e na atuação parlamentar pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Divulgação

Capa do livro Geografia da Fome
Obra de Josué de CastroGeografia da Fome, apesar de sexagenário, pode ser encontrado nas livrarias pelo preço médio de R$ 47,9. É que, em 2001, foi lançada nova edição pela editora Civilização Brasileira, com 318 páginas. Outras duas publicações, das 22 de autoria de Josué de Castro, merecem destaque: Geopolítica da Fome, análise panorâmica do fenômeno no mundo, e Homens e Caranguejos, romance que narra a história de um menino que vive na miséria em meio à lama do mangue.Para repensar a atualidade da obra do estudioso, foi organizado pelo historiador Manuel Correia de Andrade, em 2003, Josué de Castro e o Brasil. O livro reúne textos de José Graziano e Malaquias Batista Filho, por exemplo. No campo cinematográfico, em 1994, Silvio Tendler dirigiu o documentário Josué de Castro: cidadão do mundo.Outras informaçõesHá muito mais a dizer sobre o professor, parlamentar e médico-geógrafo Josué Apolônio de Castro e mesmo de sua principal obra Geografia da Fome. Por isso, é importante lembrar o endereço eletrônico de dois Portais que contém informações relacionadas ao autor:

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Faça como eles, ande na faixa!

Aquecimento Global

Introdução Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.
Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global.